
Para evitar comentários como: " ah Vitor, é meio estranho ouvir isso de você, antigamente você falava ao contrário ", resolvi esclarescer o motivo da existência deste e do meu antigo blog. Gostaria de deixar claro que cada post representa a minha opinião, baseado nas minhas análises e na minha experiência. Nada me impede de mudar de opinião, por mais ferrenho e chato que eu possa ter sido no passado (ou que eu venha ser no futuro). Normalmente os posts são contos sobre meus erros no passado, minhas apostas para o futuro e análises críticas sobre alguma tecnologia ou teoria.
Primeiramente, gosto de ser sincero. Comigo não existem flores nem arranjos. Digo tudo na lata, doa a quem doer. Talvez não seja a melhor abordagem, mas diante de várias outras, acredito ser a melhor. Tento sempre ser o mais curto e direto possível, embora que muitas vezes isso seja um veneno. Ao contrário daquelas pessoas que escrevem posts perfeitos, a comunicação curta e direta deixa lacunas que podem ser exploradas nos comentários. Por exemplo, quando eu escrevi dizendo que o Netbeans é feio eu não falei das qualidades dele, apenas dos defeitos em relação a UI e a performance, o que abriu resposta para: " Ah, mas você não considerou isso, aquilo e aquilo outro. ". Claro que não, estava falando da feiura, o resto não importava para aquele post.
Os meus posts, quando não falam sobre algo novo, relatam alguma experiência minha no passado, generalizada para as pessoas com o meu perfil da comunidade. Ao contrário de muitos blogs por aí, que existem apenas para aumentar a " moral " do seu autor, os meus posts, se lidos com a devida atenção, são, em sua maioria, críticas a mim mesmo. Normalmente, o resumo do que eu escrevo é algo como: " Vitor, seu idiota, vc fez cagada! ", com essa entonação. Foi assim com o post sobre Reconstruindo muitas Rodas, o qual relata um problema meu de tentar re-escrever tudo em Java e evitar ports. Quem não lembra da época em que eu evangelizava o uso do notepad para desenvolver aplicações Swing? O post sobre Netbeans é feio, é uma crítica a mim, pois antigamente eu achava o Swing lindo, praticamente a oitava maravilha do universo. O Escravos do próprio ego é outra crítica a mim. Eu sou um destes escravos. Escrevo e reviso artigos de graça para algumas empresas.
Utilizo o blog como uma forma de aliviar os constrangimentos sobre ações minhas no passado. Com isso, auxilio aqueles que não passaram por uma determinada experiência, mostrando o caminho errado de se fazer. O problema é que certas vezes eu entro em contradição. O Tetsuo, o Marcos e algumas outras pessoas já me disseram: Os seus posts, Vitor, tem sempre uma mensagem subliminar. Você sempre quer transmitir algo com toda a história que está contanto. Algo além daquela mensagem que uma leitura direta transmitiria. Algo mais profundo do que os teus argumentos passíveis de contradição. A questão é: como posso ser claro e direto, mas ter uma mensagem escondida no texto? Talvez eu não seja tão claro e direto como eu gostaria, ou talvez, eu tente escrever sobre mais de uma coisa ao mesmo tempo e resulta nestes meus posts. Bom, quem sabe.
No mais, este post foi só para esclarecer mesmo, acho que não deixei nenhuma mensagem subliminar nele. A moral é que, por mais que eu ofenda as outras pessoas com as minhas palavras, acreditem, o mais ofendido sou eu.:)
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