Vitor Pamplona

Innovation on Vision: Imaging , Enhancement and Simulation

Regulamentação das Profissões de Informática

A regulamentação das profissões relacionadas a informática está em discussão na SBC desde 1976 . De lá pra cá, vários projetos foram propostos, inúmeras discussões aconteceram e ninguém chegou num veredito. Não vai ser hoje que essa discussão vai morrer. O assunto é polêmico. De um lado, os que querem liberdade e proteção para os profissionais. Do outro, os que querem melhorar a qualidade dos sistemas produzidos no Brasil. No meio de tudo, um monte de gente ignorante aos berros tentando defender lados que não existem.

Primeiramente, sou contra o atual projeto de regulamentação da profissão de analista de sistemas que circula no congresso. O projeto não tem origem em nenhum dos partidos dessa discussão e, da forma como está hoje, não vai ajudar em nada. É como se o PSDB defendesse um ponto de vista, o PSOL o outro, e o PMDB no meio avacalhasse tudo entrando com um projeto tosco que tenta compreender erroneamente ambas as partes.

A idéia da regulamentação não é dizer que 1 graduado é melhor que 1 profissional sem diploma. Se quiserem interpretar assim, tudo bem, mas não tornem isso o centro da discussão, por favor.

A idéia da regulamentação se concentra em uma hipótese bem simples e óbvia: é impossível passar por qualquer faculdade sem aprender absolutamente nada. Por melhor que uma pessoa seja (e eu já vi isso acontecer várias vezes), sempre se aprende algo. Logo, qualquer graduado é sempre melhor do que ELE MESMO antes da graduação. Portanto, ter um profissional graduado é melhor do que ter o MESMO profissional não graduado.   Generalizando e pensando em políticas públicas, teríamos um avanço na qualidade dos profissionais do país, se todos os não graduados de hoje se graduassem. O avanço na qualidade dos profissionais refletiria diretamente nos sistemas produzidos por eles.

Cabe aqui um parêntese. Uma série de teorias relata que a MÉDIA dos casos nem sempre é significativa. Hoje em dia há muita discussão sobre médias, distribuição normal e a distribuição de Pareto, mas em se tratando de políticas públicas, infelizmente, a média ainda é o melhor índice e é sobre ela que os políticos trabalham. E não só os políticos, os empresários também. Aquelas empresas que exigem diploma não estão querendo que TODOS os profissionais sejam bons. Na verdade, elas estão apenas aumentando a PROBABILIDADE de capturar um bom profissional no mercado. Obviamente, ter o diploma não garante que o profissional seja bom mas, na média dos casos, a exigência do diploma faz com que a qualidade média dos candidatos aumente. E sobre isso não há discussão. Pessoalmente, conheço alguns excelentes profissionais que não possuem graduação, mas lamentavelmente, conheço MUITOS péssimos computólogos sem diploma e que exercem a nossa profissão livremente. Quem não tiver o título pode gritar a vontade, não vão mudar a realidade de que a qualidade técnica, na média dos casos da “ categoria ”, é inferior a qualidade média dos graduados. Isso é evidente, lógico e não precisa nem de pesquisa.

Parêntese fechado, não baseio meu discurso no quanto um título representa na vida de um profissional: NADA. Baseio meu discurso na melhoria da qualidade dos softwares via lei. Eu gostaria de ver em cada software o nome do responsável técnico pelo produto. Assim como um engenheiro químico, um médico, um farmacêutico ou um advogado, um analista de sistemas, ou seja lá qual for o nome que dêem para a profissão, deve se responsabilizar pela qualidade técnica do produto e deve responder judicialmente por qualquer problema nele encontrado, principalmente aqueles de cunho ético.

A idéia de ter um responsável técnico por software vai fazer muita gente dizer ao seu chefe: Você quer colocar o meu nome nisso aí? NEM A PAU! Quem sabe um dia, os nossos chefes se toquem de que é melhor fazer direito do que não ter aprovação técnica.

É claro que não é esse atual projeto de lei que vai solucionar o problema, mas sim, uma série de políticas públicas, uma entidade fiscalizadora forte e uma maneira de barrar o exercício da profissão de RESPONSÁVEL TÉCNICO por parte dos infelizes incapacitados, sejam eles diplomados ou não.

A SBC tem uma diretoria específica, com influência política, só para lidar com essa questão da regulamentação. Também há uma lista de discussão para as pessoas opinarem, discutirem e criticarem a posição da SBC se necessário. Ultimamente, a lista geral da SBC tem recebido muitos e-mails de profissionais que apóiam e que não apóiam o projeto de lei atual. Várias mensagens têm pontos interessantes e que não podem ser totalmente desconsiderados.

Toda a discussão é bem vida. Só peço que façam isso em conjunto com a entidade que nos defende. Não adianta atuar sozinho nesses casos. É perda de tempo. Vai dar em pizza, todo mundo já sabe como funciona. Precisamos de uma força política unida pra mudar ou rejeitar o projeto e não de atitudes desconexas e individualizadas. Lembrem-se: a SBC discute esse projeto desde 1976 e tem muita experiência para discutir e compartilhar com vocês. Praticamente tudo que está sendo dito nos blogs e notícias por aí já foi alvo de discussão dentro da entidade.

Se vocês odeiam a re-escrita da roda em seus programas, parem de re-escrever discussões.

Posted in Oct 6, 2009 by Vitor Pamplona - Edit - History

Showing Comments

Finalmente um texto descente sobre essa regulamentação, muito bem.

- - Luiz Gustavo

- - Posted in Aug 26, 2009 by 200.221.128.129

Muito bom o texto,
tenho um professor que é um dos que está nos representando no Congresso. Ontem um aluno de BSI levou essa discussão até ele, ele falou que nós não deviamos nos preocupar com isso, pois esse projeto não ia dar em nada, não do jeito que tá, talvez comece a vingar daqui uns 5 anos, mas com várias revisões e explicou todo processo burocrático e tudo mais que não sei explicar com minhas palavras aqui... enfim resumo as palavras dele: Pode continuar estudando que isso ai não vai da em nada.

- - Rodrigo R

- - Posted in Aug 26, 2009 by 201.86.146.33

Muito bom o post! Parabéns.

Concordo que um profissional com diploma é melhor do que ele mesmo sem diploma. Não há dúvidas disso.

Não sei o teor da lei, mas vi muita gente comentando. Quais os diplomas que poderão ser usados para trabalhar como analistas de sistemas? Apenas o de ciências da computação? Se for, qual a sua OPINIÃO sobre o tema em relação a outros diplomados relacionados com computação? Por exemplo, um cara formado em matemática computacional, física computacional, engenharia da computação etc.



- - Eu

- - Posted in Aug 26, 2009 by 201.22.136.41

o texto, apesar de bem embasado, leva a regulamentação num simples caso de indução: O mesmo profissional é melhor do que si próprio formado, logo só aceitemos os formados. Vc confiaria nesse argumento? eu não.

- - Felipe

- - Posted in Aug 26, 2009 by 200.196.165.19

Oi Eu,

Não há como basear uma lei no nome de uma profissão ou em um título de faculdade que já existe hoje. Profissões e títulos mudam toda a hora.

O nome da profissão regulamentada teria que ser algo novo e eterno, como " médico ", por exemplo. O médico tem a certificação e é reponsável pelos seus atos profissionais, não importa a especialidade dele. Ou seja, não importa o diploma, nem o nome oficial da profissão do sujeito, importa que ele é " computólogo ". Claro que isso ainda tem muita discussão pela frente.

Qualquer idiota pode fazer um sistema. Tanto, que eu tenho levantado a idéia de ensinar programação no ensino médio (isso rende outro post). No entanto para liberar e vender o sistema, deveria haver uma forma de validar a qualidade do mesmo. Uma das formas é tornar alguém o responsável jurídico pelo mesmo, da mesma forma que um produto farmacêutico.

Oi Felipe,

Ele é apenas um dos bons argumentos de quem defende a regulamentação. Eu, sinceramente, prefiro uma abordagem semelhante a prova da OAB se for necessária uma comprovação de qualidade para cada programador. Mas há pontos críticos nesta abordagem.

Na verdade, eu não acredito muito nessa regulamentação para cada programador. Acho que é um tanto exagerada. A abordagem do responsável técnico por software me parece fazer mais sentido.

- - Posted in Aug 26, 2009 by Vitor Pamplona

" Tanto, que eu tenho levantado a idéia de ensinar programação no ensino médio (isso rende outro post). "

Com essa frase, relembrei meu início... Qq um pode fazer um sistema mesmo. Na minha escola certa vez começaram a ensinar programação pra gente, estava na quarta série. BASIC. Confesso que não adiantou muita coisa rs. Mas 3 anos depois já programava direitinho, Visual Basic 3.0, época boa.

Bom, mas sobre ensinar a programar no ensino médio, nada contra. Isso ajuda muito a abrir a cabeça. Mas ainda acho que o que mais ajuda a abrir a cabeça é a matemática. O dia que a matemática elementar for lecionada direitinho e as pessoas aprenderem de verdade, grande parte das dificuldades encontradas mais a frente serão mais fáceis.

* - Mais fácil é diferente de trivial.

- - Eu

- - Posted in Aug 26, 2009 by 201.22.137.5

Parabéns... um ótimo texto e um referencial muito interessante para nortear os possiveis desatentos..

Não sei em que acreditar, se isso terá um desfecho ou continuaremos nessa grande embromação.

abração..

- - Marcelo

- - Posted in Aug 27, 2009 by 189.59.186.53

A posição da SBC é inflexível.

A SBC é uma entidade de fomento científico (atitude louvável), formada pela esmagadora maioria de docentes. Profissionais estes que já tem garantias de que somente o graduado, ou melhor Mestrado, podem exercer a profissão (pelo menos nos órgãos públicos).

Essa entidade está tomando para sí uma discussão que não é pertinente ao seu escopo. Acredito eu que por medo de que seu brilho seja ofuscado por um Conselho. Coisa que não deve acontecer.

Assunta-me que docentes estão fazendo análise de mercado e de suas necessidades, quando sabemos que eles sequer conseguem ultrapassar a barreira da teoria. Estou generalizando, não podemos tomar excessões.

Sou a favor da regulamentação. Precisamos de representatividada no país. Não digo representatividade sindical, mas representatividade política em vários níveis.

NÃO PODEMOS SER REPRESENTADOS POR ABAIXO-ASSINADO SEMPRE QUE A CATEGORIA QUISER SE OUVIDA.

Não me sinto representado pela SBC.

Os órgão públicos (concursos) já sinalizam no sentido de que somente graduados ocupem cargos de analista. E isso não é atoa, ou simplesmente porque " sempre foi assim "... há um motivo.
Que tal deixar livre para que não graduados concorram conosco? Vejam que o governo quer garantia. Garantia esta que deve se extender ao mercado.


- - Breno Roosevelt B Jesus

- - Posted in Aug 27, 2009 by 200.129.202.130

Oi Breno,

Infelizmente a SBC é a única alternativa oficial. O único grupo devidamente organizado e com influências políticas que pode nos ajudar.

Sim, muitos participantes da SBC são docentes, mas isso não quer dizer que sejam apenas acadêmicos. Tem muitos profissionais lá também e tem os docentes de universidades particulares que tradicionalmente se aproximam mais da indústria.

Se o pessoal da indústria não se interessar em participar das discussões da SBC, infelizmente, são os docentes que decidirão o futuro do país. Pelo menos tem força para isso. Coisa que a indústria sozinha não tem.

[] s

- - Vitor Pamplona

- - Posted in Aug 27, 2009 by 143.54.13.187

A organização política da SBC é grata a capacidade que os professores tem de se organizar no Brasil: historicamente foi assim.

Não consigo ver o mal que um Conselho possa fazer. A SBC diz que o mercado deve se auto regular.
O conselho não exclui a auto regulamentação, apenas a deixaria mais qualificada. Vide casos como a advocacia que tem sua regulamentação e todos sabemos ter advogados de porta de presídio e os bons.
O mercado jamais deixará de se auto regular. Quem teve alguma disciplina relacionada a Fundamentos de Economia em sua grade curricular deve saber disso.

Vitor, não vejo na SBC uma saída (" que pode nos ajudar "), pois como já mencionei a posição da SBC é inflexível. Suas influências políticas servirão ao interesses da categoria que a compõe.

O conselho deve ser um espaço para o profissional de TI.


- - Breno Roosevelt B Jesus

- - Posted in Aug 27, 2009 by 200.129.202.130

Vitor, discordo de alguns pontos.

É verdade que um profissional de computação formado é melhor do que ele mesmo não formado, só que não devido à faculdade, e sim ao fato dele passar aproximadamente 4 anos se envolvendo de alguma maneira com a computação. Logo, um profissional após estudar 4 anos, por pior que sejam suas fontes ou métodos, é melhor do que este mesmo profissional antes destes anos de estudo.

Ou seja, após um período de 4 anos se envolvendo com computação, mesmo tendo um comprometimento mínimo, o profissional inevitavelmente estará mais qualificado, seja esse envolvimento através de uma faculdade ou estudando por conta própria. Logo, a evolução de um profissional após esse período aconteceria de qualquer forma, desde que ele se envolvesse de alguma maneira com a computação. Numa situação genérica, onde não instanciamos nem o aluno e nem a universidade, o fato deste envolvimento ser através da faculdade é irrelevante.

Discordo também que, na média, os profissionais graduados são melhores que os profissionais não graduados, supondo que os profissionais não graduados sejam de fato profissionais, ou seja, pessoas que realmente se dedicaram ao estudo da computação, e não meros curiosos que acreditam ser proficientes no uso do computador.

Além disso, também sou contra a regulamentação, e contra a exigência de diploma para trabalhar na nossa área, sendo que são duas coisas separadas, embora o atual projeto inclua as duas.

Acho que o mercado deve se auto regular, e acredito que a capacidade de um profissional em nada está relacionada à forma como ele adquiriu seus conhecimentos. A faculdade é apenas um dos muitos caminhos para se qualificar na computação, e não possui mais mérito que as outras formas, a menos que tornemos a discussão mais específica, comparando uma determinada universidade com uma outra forma específica de se qualificar. No fim das contas, o caminho a ser seguido depende apenas do perfil da pessoa.

Além disso, eu considero também a minha experiência na faculdade. Eu não cursei uma faculdade a qual possa eu qualificar como boa, no entanto, considero os meus dois primeiros anos lá como fundamentais para a minha formação. Se não fossem por eles, eu com certeza não estaria no ponto onde estou, por isso, obviamente, sou grato à faculdade.

Nestes dois primeiros anos, ela me levou até o estágio onde eu consigo evoluir por contra própria, sendo que eu sinceramente acredito que não chegaria nesse ponto se não tivesse cursado estes dois primeiros anos, já que antes disso eu nem sabia o que não sabia, o que deveria saber, e onde aprender.

No entanto, depois destes dois anos, eu aprendi muito pouco na faculdade. Para a minha evolução como profissional, teria sido mais proveitoso ter abandonado a faculdade e continuar meus estudos apenas por conta própria. Mas, se eu tivesse feito isso, eu não poderia trabalhar na área, caso uma lei similar à lei proposta estivesse em vigor. Portando, eu continuei na faculdade por um mera formalidade, o que, diga-se de passagem, me causa uma certa vergonha, já que deveria ter tido coragem de abandoná-la, uma vez que acreditava que evoluiria mais rápido se encerrasse minha vida acadêmica naquele momento.

Eu sei que admitir que a faculdade teve valor na minha formação soa contraditório com o que disse antes, mas o ponto que eu quero destacar é que ela pode sim ser um dos caminhos, ou parte do caminho. Isso só depende do perfil da pessoa e das suas experiência de vida. No entanto, considero absolutamente errado forçar quem quiser trabalhar com computação a seguir este caminho, pois há aqueles que jamais precisariam cursar uma faculdade, ou que em determinado momento evoluiriam mais se a abandonassem.

- - Elomar Nascimento dos Santos

- - Posted in Aug 28, 2009 by 200.179.65.2

O problema desse tipo de discussão é que sempre os argumentos procuram o terceiro ou quarto desvio padrão conveniente e nunca se focam na média.

Para uma amostra qualquer, nem sempre a média não é a melhor estatística a ser utilizada. Mas nesse caso, subindo a média acaba aumentando as chances de um empregador contratar um bom profissional.

Ademais, nunca vi tanta resistência em relação ao curso superior. Em bons países os habitantes prezam pela educação e pela qualidade dela. Parece que no Brasil isso são itens que sempre podem ser deixados de fora, e sempre usando como exemplos os pontos fora da curva.

- - M

- - Posted in Aug 28, 2009 by 189.75.117.85

Oi Elomar,

Está ocorrendo hoje o que aconteceu há um tempo atrás na medicina. Antigamente, sem a faculdade, qualquer um que tivesse conhecimento do corpo humano poderia fazer cirugias. Criaram-se as faculdades e o índice de mortalidade não mudou muito. Mas quando os médicos começaram a ser regulamentados, aí a coisa mudou.

A nossa área é igualzinha. Está com uma " alta mortalidade " de projetos e é nossa obrigação conduzir políticas públicas para que este índice retorne a zero.

[] s

- - Vitor

- - Posted in Aug 28, 2009 by 189.10.233.238

Salve,

Um dia vou entender porque diabos continuam comparando nossa área à medicina, direito ou engenharia civil. Trabalhamos com algo tão abstrato e diferente dessas áreas que as comparações me parecem absurdas. Estaríamos na idade da pedra digital se tivéssemos que esperar o avanço tecnológico vindo apenas por projetos com assinaturas de responsáveis técnicos, que se formaram em faculdades que ensinam as mesmas teorias, técnicas e tecnologias de 10 anos atrás.

Na nossa área temos a incrível possibilidade entrar, aprender e contribuir sem uma estrutura rígida pré-definida, sem participar de clubinhos, sem reservas de mercado, tudo baseado na livre iniciativa, que nem sempre dá certo, mas esse é um riso inerente. Porque temos que eliminar essa vantagem?? Porque precisamos salvar projetos que foram mal feitos / planejados / executados? E pior, assumir que eles serão salvos por alguém formado é, no mínimo, ingenuidade.

Introduzir as tais " políticas públicas " para sanar um problema que não existe é ridículo. Projetos vão continuar falhando, não porque não sejam executados por pessoas formadas, e sim porque são mal geridos, partem de pressupostos errados ou objetivos impossíveis. Nada disso irá mudar.

Regulamentar a área é apenas um modo de criar reserva de mercado, burocracia custosa e atrapalhar a inovação, não de melhorar a qualidade dos projetos. O pior é que se perguntarmos às pessoas que apoiam essa sandice, elas diriam que acreditam no capitalismo.

Por fim, leiam o que o Akita tem a dizer sobre o assunto:
http://www.akitaonrails.com/2009/08/22/off-topic-maldita-lei-de-regulamenta-o-est-de-volta

- - Rafael Rosa

- - Posted in Aug 30, 2009 by 189.62.151.116

Oi Rafael,

Já tinha lido o post do Akita desde a versão original. Concordo com ele em vários pontos, mas a base dele está errada. O mercado não regula nada. O mercado é capitalista. Se dependêssemos apenas dele não existiria toda a estrutura de cidades e governos que existe hoje.

O mercado não está nem aí para as pessoas. Sempre foi assim e sempre será. Por isso que existem governos, leis e políticas públicas, para dividir o poder e evitar que o mercado faça bobagem.

Apostar na soberania de um mercado capitalista é cometer os mesmos erros que geraram a crise americana de 1930s e a atual.

- - Vitor Pamplona

- - Posted in Sep 4, 2009 by 189.27.225.137

Pamplona,

Cheguei no seu blog, atrás de referências para uma palestra que vou dar sobre o modelo Dreyfus. Mas no entanto, cai neste post e não há como sair sem deixar minha contribuição.

Tem muita gente contra lei, sem mesmo conhecê-la na íntegra. Até compreendo, pois seguindo nosso estudo sobre Dreyfus e com uma boa observação do mercado nacional de TI, é fácil perceber que " novatos e competentes ", a grande maioria segundo o modelo Dreyfus, não considera o contexto do ambiente na mesma maneira que os experts. A criação de conhecimento destes níveis são baseadas puramente em distribuição, que a internet proporciona.

Parece injusto dizer, mas só atravessando, de forma proativa, a academia que nós conseguimos entender a sua importância.

Também é muito comum encontrar pessoas nas universidades com algum nível de experiência reclamando e diminuindo importância de uma determinada matéria. É notável como as pessoas não procuram elevar seu conhecimento, muito menos criar ligações com assuntos que parecem ser desrelacionados do próprio dia-a-dia.

Tem muita gente clamando excesso de competência e profissionalismo. Bom, muitas dessas pessoas mal se dão conta o quão ruim TI é para departamento das empresas. Afinal de contas, que não acha comum esperar serviço ruim, um softwares bugado ou mesmo budget ultrapassado?

O SBC tem um papel importante neste cenário. É com responsabilidade que nós criamos qualidade.

Estamos imersos num problema estrutural muito grave: Existe a demanda do mercado e necessidade de baixo custo de mão de obra, entra as intituições educacionais vendendo educação como produto (dizendo garantir a rápida inserção no mercado de trabalho), por outro lado, instituições como Microsoft, CISCO, certificam profissionais em seus produtos (mesmo que eles mão saibam como um sistema operacional ou uma rede trabalha). Nota-se uma medida capitalista interessante, forma-se mais gente operacional do que pensante. Bom, mesmo assim o cenário brasileiro é muito ruim.

Nós, brasileiros, não temos uma educação básica necessária que serveria de alicerce para nossa vida adulta.

Espero que essa lei, sendo ou não imperfeita, seja primeiro passo deste desafio de mudar as coisas.

Fica meu abraço

Eduardo Xavier
akantos.wordpress.com

- - Eduardo Xavier

- - Posted in Sep 10, 2009 by 200.244.157.240

j3yhxakvud

- - teste2

- - Posted in Sep 17, 2009 by 189.27.229.192

Saudações

Primeiramente deixo claro q sou formado em Sistemas de Informação desde 2003. Alguma coisa do tempo da Faculdade com ctza foi aproveitável, porém, o q eu tenho estudado d 2007 pra cá, qdo amadureci profissionalmente (finalmente) e resolvi cursar uma pós não c compara aos tempos da Faculdade. A pós está concluída e, na verdade o q eu estudo por conta, fora da pós, é mais válido ainda. No entanto, vejo da seguinte forma: Um curso universitário deveria instigar a investigação científica (eu me formei em uma Universidade particular e como bem disse o Vitor, volta-se mais à Indústria, diferentemente das públicas onde há um foco maior em pesquisas científicas), retomando, dizia q um curso de nível superior deveria focar em investigação científica, deveria provocar em seus alunos o espírito científico, a sede por conhecimento, descobertas... Penso q quem pretende seguir uma carreira de desenvolvedor voltado única e exclusivamente ao mercado, desenvolvendo boa parte do tempo sistemas CRUD's, poderia talvez cursar um técnico d 2-3 anos (na verdade meu Ensino Médio foi tbm um técnico em Processamento de Dados eu saí de lá programando), pq são sistemas relativamente simples (vão me crucificar aqui)... Quem pretende c aprofundar em Ciência da Computação mesmo (E acho desncessário talvez neste contexto existir Sistemas d Informação, pq parece um mix d Administração com TI) cursaria um curso d nível superior em Ciência da Computação para tornar-se verdadeiramente um cientista. Acho complicado alguém q basicamente desenvolve CRUD ser um cientista. Cientista da Computação iria investigar algo como Algoritmos, Teoria da Computação (Autômatos, Linguagens formais), IA, Reconhecimento de Padrões, Processamento de Imagens / Computação Gráfica, enfim, ciência... e, repetindo, para o desenvolvimento de sistemas " normais ", um técnico resolveria a parada...

- - Marco

- - Posted in Oct 6, 2009 by 200.140.233.19

Eu defendo a regulamentação, não li ainda a que está rodando no congresso, mas uma regulamentação deveria de ter.
Não para reservar a vaga de programador, mas vejo para o programador ter direitos.
Eu trabalhei em várias empresas, e inclusive na última fui contratado com carteira como " gerente nível II " (algo assim), só para ganhar um salário abaixo do mercado e ainda o meu chefe me disse: " - Não tem regulamentação a computacao, posso fazer assim, e sou honesto assim. " Depois a empresa não cresce e o chefe não sabe por que...

- - mr M

- - Posted in Oct 23, 2009 by 200.175.53.12

eu acho uma regulamentação da profissão seria bom, por que todas profissão tem, essas pessoais que estão contra e pessoa com outra carreira que tem nada ver com informática, então com a regulamentação vai ajudar a profissão a crescer. e também vai ter um conselho para fiscalizar os profissional ruim... que faz um cursinho e fala que técnico em informática não quero dizer para saber precisa de graduação mas os graduado tem ser diferenciado entre eles, não e fácil você ir estudar quatro a cinco anos de faculdade e ser comparado com esse pessoal que se diz técnico e poluindo a profissional.

- - cleidisom

- - Posted in May 11, 2010 by 189.127.56.76

VERGONHA!!! HOJE, ME ARREPENDO DE SER FORMADO EM CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO POIS NÃO TENHO GARANTIA DE NADA! O QUE SOMOS? PARA QUE FINALIDADE SERVE O CURSO? BANDO DE DADOS? REDES? ENGENHARIA DE SOFTWARE,? E O QUE UM técnico em informática, tecnólogo na área, bacharel em direito, filosofo, dentista, engenheiro civil, engenheiro elétrico ENTENDE SOBRE ISSO POXA?! PARA QUE SERVIU EU FICAR 5 ANOS ESTUDANDO!!! A ÁREA DE INFORMÁTICA NO PAÍS É UMA VERDADEIRA PALHAÇADA... PARA QUE SERVE A SBC?!?!

COMO DEFINIMOS UM PROFISSIONAL DA ÁREA DE INFORMATICA? ANALISTA, ENGENHEIRO, ADMINISTRADOR??? DO QUE??? PARA QUE???

POR QUE A ÁREA DE TI DEVE SER DIFERENTE DOS DEMAIS CURSOS??? É PRECISO APROVAR UM PROJETO DE LEI QUE PROTEJE QUEM É FORMADO, OU SEJA, QUEM BUSCOU QUALIFICAÇÃO E, CONSEQUENTEMENTE, FORTALECER A QUALIDADE DE SOFTWARE e morreu o assunto.

- - Giovani

- - Posted in Mar 12, 2012 by 201.22.212.181

Add New Comment

Your Name:


Write the code showed above on the text below.