Vitor Pamplona

Innovation on Vision: Imaging , Enhancement and Simulation

Buscando um Futuro Promissor

Com meu Mestrado chegando ao fim, já que defendo a dissertação no final de março,   chegou o momento de pensar no futuro, mais uma vez. Inicialmente, eu enumerei várias opções:

  • Ficar no Brasil
    • Cursar o doutorado.
    • Dar aulas em faculdades públicas ou privadas.
    • Entrar no mercado de computação gráfica (Jogos).
    • Voltar ao tradicional mercado de sistemas de informação.
    • Criar uma empresa
  • Ir para o Exterior
    • Cursar o doutorado
    • Trabalhar em uma multinacional de computação gráfica.
    • Entrar num instituto de pesquisa.

 Descartei logo de início: o trabalho em pesquisa no Brasil, impossível dado a uma forte cultura " Não faça nada e ganhe muito "; o trabalho em uma multinacional no Brasil, devido a baixa importância das unidades brasileiras e a alta burocracia envolvida; o trabalho em alguma empresa fora do país que não seja da área de computação gráfica, nas quais o meu curriculum não chegaria nem na segunda etapa do processo de contratação; e o lucro envolvendo algum software livre, podem me chamar de seguidor de Stallman mas, não acredito no SL como fonte de renda, apenas como forma de expor trabalhos úteis e interessantes.

Depois de analisar muito aquelas alternativas, cheguei a várias conclusões. Sobre o doutorado, infelizmente o mercado brasileiro ainda não se importa com essa titulação, demasiadamente acadêmica, exigindo aos doutores a omissão desta informação em seu curriculum " mercadológico ". No Brasil, o doutorado só vale alguma coisa se você se tornar professor ou funcionário público, embora que este título, quando proveniente de uma boa instituição, defina grande parte (estimo uns 95%) dos profissionais mais sábios e críticos. Desta forma, mesmo sabendo que o doutorado iria me tornar uma pessoa muito melhor (em termos profissionais qualitativos), a falta de perspectivas de mercado me fez desistir.

Dar aulas e palestras é algo que eu gosto, porém ninguém sobrevive só de palestras e, sobre as   aulas, eu não gosto de como as nossas instituições se organizam. A maioria tem muita burocracia, não recompensam seus professores como deveriam e grande parte dos alunos e alguns professores não estão nem aí para os estudos. Aparentemente a nossa sociedade é muito centrada na vadiagem, mas isso já é comentário para outro post. Bom, já deu para ver que eu iria me estressar bastante sendo professor, não? Por estes motivos, deixei em segundo plano a alternativa de dar aulas.

Trabalhar no exterior, seja aonde for, tem seus prós e contras. Você pode ir para economizar e voltar com uma bolada, o que não é uma boa em tempos de recessão americana, e pode ir e gastar tudo em turismo, o que é bacana. Porém, lembre-se que o rítmo de trabalho aqui no Brasil e lá fora é um pouco diferente. Há mais trabalho e responsabilidade envolvida, até porque qualquer coisa pode gerar um processo), lembre-se da discriminação, de toda a burocracia envolvida com vistos e etc e, obviamente, não se esqueça que tudo o que você conhece fica aqui. O problema de trabalhar em multinacionais é que você compete internamente com todo o resto do mundo, incluindo aí os indianos, que trabalham normalmente 14 horas por dia a preço de banana. Como ainda não decidi se quero viver estressado o resto da minha vida, deixo esta alternativa em segundo plano.

Institutos de pesquisa certamente são os locais mais divertidos para trabalhar. Coisas novas a todo momento, inúmeros testes, publicações, palestras, os melhores de cada área, discussões interessantíssimas, etc. Tudo de bom, exceto por um problema, em computação não há institutos de pesquisa sérios no Brasil, além das universidades nas quais a pesquisa ocupa talvez 20% do tempo de seus profissionais. Fora do país estes centros estão mais preocupados com o lucro de suas parceiras do que com a ciência em si, além de, obviamente, ser extremamente difícil entrar num instituto destes. A cada dia que passa me convenço mais que a ciência é fruto de homens e não das instituições a qual pertenceram.

Entrar de cabeça no mercado de computação gráfica no Brasil é algo que me interessa. Embora que a indústria de jogos no país não seja lá muito reconhecida, existe um bom investimento dos governos, principalmente de SC. O futuro deste mercado ainda é incerto, mas há uma grande chance de termos grandes jogos aqui no país. Resta apenas que os jogadores parem de piratear. Caso contrário não existe indústria de jogos que resista.

Voltar ao mercado de sistemas de informação  seria fácil, se eu não fosse tão chato. Não quero     trabalhar naquelas indústrias que não tem o mínimo comprometimento com a qualidade de seus produtos, que vivem metendo os pés pelas mãos, e ainda acham que estagiários são os melhores recursos para o desenvolvimento de um software. Se for para ficar neste tipo de indústria, eu não precisaria ter me estressado durante dois anos. Empresas ágeis me chamam muita atenção.

Criar uma empresa é algo que me agrada muito, não pelo lucro envolvido, mas para poder mostrar as outras empresas como se faz as coisas. Diante das várias idéias que me foram ofertadas no último mês, por meus colegas, tenho duas que são muito promissoras, uma minha que exige um investimento alto e um alto risco de retorno e outra, de um colega, com baixo investimento, baixo risco e alto retorno a longo prazo. No entanto, creio que a minha performance em gerenciar uma empresa não seja das melhores.

E assim eu fico, dividido entre as alternativas, sem decidir nada por enquanto. Nos próximos dois meses estarei pensando nelas com carinho. Aceito críticas, sugestões, novas alternativas, propostas e etc.  

Posted in Dec 4, 2008 by Vitor Pamplona - Edit - History

Showing Comments

Qualquer coisa que você vá fazer vai ter seu lado bom e ruim. O que você precisa fazer é ver o que dói menos e seguir em frente.

Eu ainda não pensei no que vou fazer, mas dá pra continuar do jeito que eu estou mesmo. É aquela velha história do " tá ruim mais tá bão ".: P

- - Daniel F. Martins

- - Posted in Feb 6, 2008 by 189.47.242.207

Calcular o risco.

O risco sempre existe, em qualquer caminho. Descartar todo caminho que tenha risco, é ficar parado.

A resposta a isso é calcular o risco:
- Quanto você pode perder fazendo tal coisa? (Tempo, dinheiro, idéias, contatos, etc)
- Vale a pena perder??
- Qualto retorno?


Se você ainda não colocou no papel é interessante colocar o " Planejamento de Vida " e o " Planejamento de Carreira ". São duas coisas diferentes, mas que devem estar em harmonia e sincronismo.

Era isso...

Abraço





- - Alexandre Simundi

- - Posted in Feb 7, 2008 by 201.47.247.27

Vá pelo critério do arrependimento minimo:

Se vc deixar de montar uma empresa para voltar ao mercado de TI nacional, há muitas chances de vc se arrepender? E se for o contrário? Se vc montar uma empresa e não for para o exterior, vai se arrepender depois?

Faça o que vai lhe trazer menos arrependimento, mesmo que não pareça a escolha mais razoável agora. A única coisa que não me parece funcionar para vc é se tornar funcionário publico. Bom, boa sorte na escolha.

- - Marcos Silva Pereira

- - Posted in Feb 7, 2008 by 189.70.142.98

Funcionario publico naaaaaaaaaooooo!: D

Uma goiaba se estraga por inteira quando tem uma bixa dentro dela não concorda? (compare a goiaba ao governo) ta cheio de malandro querendo subir nas costas dos outros.

Agora a idéia da empresa é uma boa,,, acredito que tendo um grande diferencial (que sei que vcs tem) não tem erro.

Hj em dia não basta ter aquele slogan: " Qualidade que faz a diferença "
tem que ter uma diferença que faça mais qualidade, assim vc poderá se destacar dos demais (e consequentemente ir pra frente).

Acredito no teu potencial e te digo, administrar uma empresa não é tão dificil, é questão de lógica e disso eu sei que vc entende muito bem.

Boa Sorte com a sua escolha mano!
E se puder ajudar em algo, nao exite em me pedir!


- - Paulo Roberto Pamplona

- - Posted in Feb 21, 2008 by 189.31.104.65

E ai...

Baseie-se nos caras que ficaram zilionários, eles tentaram de tudo até seus 56, 60 anos e depois de muito tentar conseguiram aquilo que sempre quizeram, ficar rico. Cara não existe fórmula para acertar, o certo é relativo e depende de cada um. Não podes ter medo, abre essa empresa que não tem como não dar certo, faz um plano de negócio e uma pesquisa mercadológica e mete a cara. Ta cheio de picareta na área da informática empurrando sistema para cliente sem se importar com o processo do cliente. Fazendo a coisa certa vais ter sucesso, talves demore e talves tenha que mudar de estrategia mas daqui a uns 10, 15 anos quando estiveres no teu iate em Porto Belo, vais ver que valeu a pena... ehehe

tu é o cara, sucesso

- - Andre Bohn

- - Posted in Mar 14, 2008 by 201.14.184.122

Vitor,


Tudo o que vc escreveu eu li. Percebi que te falta apenas uma coisa: coragem para errar.

Não te deixe levar e um dia olhar para trás e dizer: arrependo-me de não ter feito isto ou aquilo. Não, não te permita isso.

O melhor da vida é ter do que se arrepender, e só se pode ficar arrependido pelo que foi efetivamente feito.

Antes de mais, não sou e nunca fui funcionário público; mas como já disse em outra ocasião: pessoas ruim e boas, independem de lugar, credo, raça, filosofia, instrução, instituição; distinguem-se pelo seu caráter e pela reputação, enfim, por quem realmente são.

Como diz Arnaldo Jabor:

" As circunstâncias entre as quais você vive determinam sua reputação.
A verdade em que você acredita determina seu caráter.
A reputação é o que acham que você é.
O caráter é o que você realmente é.
A reputação é o que você tem quando chega a uma comunidade nova.
O caráter é o que você tem quando vai embora.
A reputação é feita em um momento.
O caráter é construído em uma vida inteira.
A reputação torna você rico ou pobre.
O caráter torna você feliz ou infeliz.
A reputação é o que os homens dizem de você junto à sua sepultura.
O caráter é o que os anjos dizem de você diante de Deus. "

Concordo contigo sobre a esmagadora maioria das pessoas desonestas, de alguma forma, entretando, essas só ganharão espaço, enquanto tua conivência ou omissão perdurar, ainda que inconcientemente.

Contumo dizer que é burrice querer mudar as pessoas a nossa volta; elas são muitas. O melhor caminho e mais inteligente será mudar a si mesmo. Desta forma exerce-se a força mais poderosa: o ideal.

Levando em conta seu bacharelado, julgo que já tenha estudado sistemas, e se o fez, entende bem como se pode mudar um sistema, seja ele qual for.

Baseio-me no livro que tive que ler na faculdade, Bertalanffy, por ocasião da disciplina de sistemas, cuja professora que o exigiu a leitura, me fugiu o nome, elege-o como primordial.

Lembre-se que faz parte do sistema, e que pode muda-lo, a qualquer tempo, desde que realmente queira.

Então seja lá o que pretenda fazer, faça! Espero que estas palavras possam te dar o norte que precisa.

Isento-me de te dizer que opção tomar, pois julgo injusto te acocelhar e somente tu, culminar nas consequências.

Perdoe-me qualquer comentário impróprio, ora cometido, mas como disse aceitar outras idéias...

Saúde e sucesso.

Abraço,

- - Emerson Veludo Marques

- - Posted in Sep 18, 2008 by 201.92.189.78

Olá Vitor, conheci hoje seu blog e li várias coisas legais por aqui.

Quanto a este post, tenho dúvidas parecidas, e como você disse que " criar uma empresa é algo que me agrada muito ", sugiro fortemente que procure sobre o Empretec aí por perto. Separe nove dias (e noites) da sua vida para fazê-lo. Vai valer a pena, não tenha dúvida.

Sucesso cara, abraço!

Alessandro Gonçalves
http://www.alessandrogon.com.br

- - Posted in Oct 18, 2008 by 201.83.122.226

" E se puder ajudar em algo, nao exite em me pedir! "
- - Paulo Roberto Pamplona


A palavra " exite " não existe. O correto é " hesite ".

- - Jetro

- - Posted in Nov 27, 2009 by 161.148.38.150

Pelo que vi você possui medo de errar nas suas escolhas.
Tenho 22 anos, salário na CLT de R$6224, 00, faço o que gosto.
Independente das decisões que precisei tomar ao longo da minha carreira, percebi que a oportunidade de me arriscar vai me trazer na pior das hipóteses uma experiência nova.

Se você for capacitado, inteligente e souber se relacionar em uma corporação, você irá se dar bem em qualquer ambiente.

Arrisque! Se por acaso você ficar insatisfeito, mude!
Deixará seu legado para as pessoas comentarem quando você sair de como você era " isso " ou " aquilo ".

Boa sorte na sua jornada.

- - Anon

- - Posted in Mar 28, 2012 by 201.79.66.36

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